Belo Horizonte
De lugares reinventados a sabores que não envelhecem
Minas Gerais é terra onde me reabasteço. De Belo Horizonte a Ouro Preto, de Passa Quatro a Tiradentes, de Itanhandu a Baependi, por onde quer que suas veredas me levem, sempre retorno à casa com a sensação de ter preenchido lacunas em mim e renovado uma espécie de refil de coisas boas, combustível que dá fôlego pra seguir caminho.
Hoje dedico essa prosa à capital mineira. Dia desses, esbocei algumas dicas pra um amigo de passagem por Belo Horizonte e bateu saudade. Decidi que uma boa forma de atenuar seria me demorar um tantinho nas considerações sobre lugares que invariavelmente me deixam vontade de voltar. Achei que valia a pena compartilhar, pra que as pessoas que passam por aqui se inspirem a visitar mais e mais essa cidade que pariu tanta beleza, como o Clube da Esquina e o Grupo Corpo.
Eis alguns dos endereços que senti vontade de rever. Sem rigor, sem método,
sem pretender que isso se transforme numa lista, sem a petulância de querer apontar o melhor nisto ou naquilo – e ciente de que os lugares dignos de nota que ainda nem sequer tive chance de conhecer são muito mais numerosos do que esse punhado de dicas que sopro aqui ao pé do ouvido de vocês. O critério é despretensioso, mas verdadeiro – como quase tudo que brota da despretensão: onde eu voltaria se estivesse agora a caminho capital mineira?
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